A importância de reconhecer e valorizar as individualidades

 Após um final de semana bem curitibano (frio e chuva), Sofia teria pela frente uma semana com muitos compromissos e problemas concretos para resolver.  Executiva, casada e mãe de dois filhos, Sofia era o exemplo de uma mulher moderna; cheia de obrigações, cobranças e culpa… muito culpa!

Preocupada e com uma lista imensa de coisas a fazer, Sofia colocou como prioridade conversar com a professora de seu filho mais velho, Thiago.  A escola queixava-se que o menino muitas vezes não fazia sua lição de casa; não participava em sala de aula e mostrava-se completamente omisso e negligente em relação ao seu aprendizado.

Sofia não conseguia entender, pois Thiago era comportado, tranquilo e não dava qualquer espécie de problema dentro de casa. Além disto, era sempre elogiado pelas mães de seus amiguinhos. Ansiosa e, ao mesmo tempo, temerosa, Sofia finalmente encontrou-se com Andressa, a professora.

A professora era uma moça jovem, mas que aparentava responsabilidade e boa vontade, além de ser doutora em pedagogia. Sofia confiava nas habilidades de Andressa.  Após a troca de opiniões, mãe e professora chegaram à conclusão de que Thiago estava em depressão. Imagine, seu filho de 09 anos com depressão, como pode?

Apavorada e assumindo toda a culpa (afinal a culpa é sempre da mãe!!!), Sofia ficou imaginando seu filho viciado em remédio e já o visualizava com a feição neurótica aparentando Woody Allen. A mente preocupada consegue ir longe!

Sem saber como agir foi buscar amparo em sua grande amiga, Natalia. Marcaram um café e Sofia expôs a situação. Natalia ouviu atentamente a amiga e perguntou como o menino se comportava dentro de casa, Sofia disse que ao contrario do irmão mais novo, Thiago era obediente e circunspecto; estava sempre dando atenção aos pais e aparentava maior maturidade, pois sempre estava preocupado com a família.

  Natalia, curiosa e fascinada pela alma humana, hesitou perante o relato da amiga e ponderou que poderia não ser depressão, mas algum componente da personalidade da criança que precisava ser investigado.  Em seguida, aconselhou Sophia a procurar um astrólogo.

Sofia resolveu ouvir a amiga; consultou um astrólogo, passou os dados de nascimento da criança (dia, mês, ano, horário e local de nascimento). Não contou nada do que se passava com o filho, esperou a analise do profissional.

O astrólogo fez analise geral da criança, mas dois pontos chamaram muito atenção de Sofia. Thiago tinha mercúrio em oposição a saturno, por conta disto, segundo o astrólogo “ele não confia nas suas habilidades intelectuais; acredita que tudo é mais difícil do que realmente é; pode, por exemplo, deixar de fazer a lição de casa, pois não confia na sua competência pessoal… sente-se até mesmo burro, sem contar que fica o tempo todo preocupado”. Verdade, era isto; o astrólogo tem razão, pensou Sofia. O astrólogo ainda afirmou; “a mente desta criança é rígida, séria e muito exigente”… ele também pode ter problema para falar. Pode trocar as letras (b pelo p, f pelo v). Isto, seu filho tinha esta dificuldade!

Outro ponto de muita relevância foi sobre o lado emocional de Thiago, segundo o astrólogo, a criança tem a lua na casa quatro e isto significa “ele é muito suscetível ao ambiente familiar e doméstico; sente tudo e é muito dependente e ao mesmo tempo responsável pelos assuntos familiares’’”. Sofia lembrou que há 15 dias, seu marido estava com problemas no trabalho e desabafou com sua mulher na frente de Thiago; na mesma noite o menino teve febre e laringite.

Sofia contou as dificuldades de Thiago e o astrólogo afirmou: “é preciso estimular o lado positivo do mercúrio oposição a saturno e da lua na casa 04. Thiago terá sim sempre a mente mais seria e exigente e isto pode dar um homem com a mente profunda que não se deixa influenciar por superficialidades intelectuais. Mas para isto ocorrer, é preciso transmitir confiança ao menino”. Eis o conselho que o profissional deu a mãe:

  • Faça as lições de casa com ele e demonstre na prática que as coisas são mais simples do que ele pensa.
  • Mostre como as coisas técnicas funcionam; incentive-o a importância de ler manual de instrução; faça-o descobrir, por exemplo, todas as funções do controle remoto da televisão; as funções da maquina fotográfica. Incentive-o a ser curioso com este tipo de coisa. .
  • Diversifique as atividades dele. Ele é muito mental; atividades lúdicas e ao livre o ajudarão.

Quanto à lua na casa 04, o astrólogo afirmou que havia muitos adultos com a lua na casa 04 que ainda eram totalmente dependentes emocional e financeiramente de seus pais e que o comodismo e a zona de conforto era um perigo. Eis o conselho do astrólogo.

  • Evitem grandes discussões ou desabafos com ele e ou na frente dele, pois Thiago ainda não tem nem maturidade emocional nem discernimento para muitas coisas.
  • Incentive-o a ter amigos, atividades em grupo e objetivos que não envolvam a família. Ser escoteiro pode ser uma boa alternativa.
  • Ensine-o que ele tem sua própria individualidade e incentive-o a confiar nas suas competências. Estimule um hobby.

Sofia saiu da consulta mais aliviada; sua culpa diminuiu e agora, após a consulta e de posse do relatório escrito, sentia mais segura para ajudar sua criança. Seu filho era único e com características únicas, ele só precisa é conhecer todas as suas potencialidades, pensava ela.

A culpa deu lugar à autoconfiança em ajudar de maneira concreta e à alegria de ter gerado alguém único e insubstituível.

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