Não existe perfeição. Não há jeito certo de Ser!

 Susana estava completamente angustiada com sua vida profissional e pessoal. Há 15 anos trabalhava como executiva de uma grande seguradora; aparentemente as coisas pareciam correr muito bem, pois sua carreira estava em ascensão, seus rendimentos eram altos e o relacionamento com chefes e colegas transcorria de modo harmônico.  Na vida pessoal, vivia um casamento estável, seu marido era um homem centrado, integro e uma pessoa de fácil convivência. Por escolha do casal, não tinham filhos.

Apesar das aparências perfeitas, Susana andava apática, sem ânimo para nada; recusava convites dos amigos para festas, encontros e eventos. Sua vida social se restringia em eventos sociais “obrigatórios” para sua vida profissional. Sua rotina era trabalho casa, casa trabalho.

De perfil prático e produtivo, Susana era muito organizada e programada. Gostava da rotina, dos afazeres e de uma vida voltada para a utilidade. Há pouco tempo, estava mais exigente com ordem, limpeza e organização. Seu marido, inclusive, lhe dizia que estava obcecada. No trabalho e em casa estava mais exigente e critica com assessores e com a secretaria.

Seu relacionamento com o marido estava cada vez mais rotineiro, morno, mas estável. Ele, mesmo com perfil compreensivo e estável, começou a se queixar de uma vida conjugal sempre voltada para as obrigações e para as praticidades.

Susana vivia em função de cumprir agendas e compromissos, era a reclamação dele; até visitar a família era uma obrigação. Olhando de fora, parecia a mulher perfeita: bonita, apresentação impecável, executiva, bem casada e boa cidadã.

Seu comportamento perfeccionista se agravava e ao longo do tempo estava também mais impaciente e autoritária. Seu marido, de personalidade sensível, tudo percebia. Um dia ao voltar do trabalho, ele encontrou Susana aos gritos com o vizinho, por conta do barulho das crianças dele; uma semana depois, ela teve uma crise histérica com sua secretaria domestica por conta de um produto de limpeza, segunda Susana o produto não era bom e sua casa não ficava limpa adequadamente.

Cada vez mais preocupado com sua mulher, o marido desabafou com Antônio, seu grande amigo.

Antônio o aconselhou a procurar uma astróloga.  O marido marcou uma consulta astrológica para Susana que gostou da ideia; apesar de sua rigidez, percebia o valor de uma boa analise astrológica.

A astróloga logo percebeu a exigência e o perfeccionismo de Susana. Segunda ela, Susana tinha “lua na casa 10 e queria ser bem sucedida, admirada e bem vista por todos; seu sol estava na casa 06 conjunto a saturno; sua exigência com detalhes e minucias era muito grande”. A astróloga lhe disse: “sol e saturno em conjunção e mal vivenciado torna a pessoa muito exigente, com pouca alegria de viver e que pode se tornar arrogante para disfarçar seu complexo de inferioridade”.

Segundo a Astróloga, Suzana também não tinha cognição com o elemento fogo por isto, sua falta de espontaneidade e alegria. Suzana tinha excesso do elemento terra no seu mapa; isto explicava seu lado prático, concreto e utilitário.

A astróloga ainda disse que a lua de Susana estava em quadratura com marte; por conta disto era impaciente e explosiva. Além disto, ela era receptiva, pois sua lua estava em exilio no signo de capricórnio.

Eis as recomendações da Astróloga:

  • Tenha um hobby. Estimule sua individualidade! Expresse-se! Vai pintar um quadro, fazer uma escultura. Cultive alguma paixão que não seja vinculada com sua vida profissional 
  • Tome banho de sol; caminhe, para melhorar sua cognição com o elemento fogo.
  • Pratique esportes, corra, lute boxe, canalize sua energia emocional excessiva para atividades físicas. 
  • Procure fazer coisas das quais gosta, vestir-se como gosta, comer o que gosta e não depender tanto do ambiente social! A astróloga lhe explicou que ela tendia a ficar a mercê da aprovação externa e isto a deixava dependente. Ela lhe explicou que Susana “colocava sua vida nas mãos do mundo” e faltava-lhe vida interna e alegria genuína.
  • Tenha momentos de silêncio; cultive maior intimidade com sua família e também com seu marido. Falta-lhe calor, vínculo e receptividade.

A astróloga lhe disse que seu perfeccionismo era consequência da sua necessidade de ser perfeita e aceita.

Após, a consulta Susana começou a entender que no fundo oscilava entre um complexo de inferioridade e de um complexo de superioridade. Sua arrogância, seu perfeccionismo e seu comportamento politicamente correto eram filhos do seu distanciamento em relação a sua individualidade única. E não Ser verdadeiramente o que era lhe causava tristeza e angustia. Susana começou a realizar uma serie de consultas com a astróloga para aprofundar seu autoconhecimento; conhecer suas forças e suas fraquezas. O objetivo era melhorar sua autoestima; sem excesso de ego e sem complexo de inferioridade.

Dias tempos da consulta, seu marido começou a perceber que já estava mais calma, leve e para sua alegria, ela “perdia” tempo com carinho e afeto.

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